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AÇÃO E MECANISMO

- Analgésico, anti-inflamatório, antipirético. Ibuprofeno é um derivado do ácido propiônico, com atividade anti-inflamatória, analgésico e antipirética. Seus mecanismos de ação poderiam ser devido à inibição da síntese periférica das prostaglandinas devido à sua ligação competitiva e reversível à enzima ciclooxygenase, uma enzima que transforma ácido aracydônico em tais prostaglandinas.

AVISOS ESPECIAIS

- Risco gastrointestinal: Os NSAIDs estão associados a um risco aumentado de irritação gastrointestinal, ulceração, sangramento ou perfuração gastrointestinal. Lesões podem ocorrer a qualquer momento durante o tratamento. Os idosos têm um risco aumentado de eventos gastrointestinais graves. Durante tratamentos prolongados, possíveis sinais e sintomas de ulceração ou sangramento devem ser monitorados. Uma história de esofagite, gastrite e/ou úlcera péptica também deve ser procurada para garantir a cura completa antes de iniciar o tratamento edv.

- Risco cardiovascular: Os NSAIDs estão associados a um risco aumentado de eventos cardiovasculares, incluindo infarto do miocárdio e novos casos de hipertensão ou agravamento dos já existentes. O risco pode ser aumentado com a duração do tratamento, especialmente em pacientes com doenças cardiovasculares ou com fatores de risco para doenças cardiovasculares. Monitore possíveis sinais de retenção de hidrosalina (por exemplo, formação de edema), especialmente em pacientes com hipertensão ou insuficiência cardíaca.

- Risco de reações graves da pele: casos graves, han alguns deles fatais, como dermatite exfoliativa, síndrome de Stevens-Johnson e necrolise epidérmica tóxica, raramente são relatados em associação com o uso de NSAIDs. Os pacientes podem ter um risco aumentado dessas reações no início do tratamento: o início de tal reação adversa ocorre na maioria dos casos durante o primeiro mês de tratamento. Foi relatado pustulose exanthemum generalizada aguda (PEGA) associada a produtos contendo ibuprofeno. A administração do ibuprofeno deve ser interrompida nos primeiros sinais ou sintomas de reações graves da pele, como erupção cutânea, lesões mucosas ou qualquer outro sinal de hipersensibilidade.

IDOSO

Os idosos parecem ser mais suscetíveis aos efeitos adversos dos NSAIDs. O risco de doença ulcerativa grave é aumentado em mais de 65 anos, e parece ser dependente de dose. Eles também podem causar retenção de fluidos, o que pode levar a complicações cardiovasculares e eficácia reduzida de tratamentos anti-hipertensivos. Recomenda-se usar com cautela, utilizando a menor dose efetiva possível.

CONSELHO PARA O PACIENTE

- O paciente deve informar seu médico em caso de erupções cutâneas, sintomas que podem estar relacionados a uma úlcera gastroduodenal (como dor epigástrica ou fezes escuras), distúrbios visuais, ganho de peso, edema ou dor de cabeça prolongada.

- O paciente deve notificar o médico se ele ou ela teve alguma reação de asma ao tomar este medicamento.

CONTRA-INDICAÇÕES

- Hipersensibilidade ao ibuprofeno ou a qualquer componente do medicamento. Casos han reações de hipersensibilidade cruzada com outros NSAIDs foram relatados, por isso não deve ser usado em caso de [ALERGIA SALICILATOS] ou [ALERGIA INE]. Essas reações alérgicas são especialmente comuns em pacientes asmáticos, pólipos nasais ou que experimentaram rinite, angioedema ou urticária ao receber outro NSAID ou salicilatos.

- [PEPTICA ULCERA] doença intestinal ativa ou recaída ativa ou qualquer outro processo que aumente o risco de [HEMORRAGIA GASTROINTESTINAL]. Ibuprofeno tem efeitos ulcerogênicos devido à inibição da síntese de prostaglandina, por isso pode aumentar o risco de hemorragia digestiva e perfuração.

- [ALTERAÇÕES DE COAGULAÇÃO]. Ibuprofeno tem efeitos antiplaquetas, embora menos potentes e duradouros do que os da aspirina. Portanto, pode aumentar o tempo de sangramento, por isso deve ser usado com cautela em pacientes com [DIATESE HEMORRÁGICA] ou ativa [HEMORRAGIA], bem como em pacientes com [TROMBOCITOPENIA].

- Dor perioperatória no quadro de um bypass coronário.

- Comprometimento renal grave (CLcr < 30 ml/min). A segurança e a eficácia não foram avaliadas, por isso é aconselhável não usar.

- Deficiência hepática grave (Criança-Pugh classe C). A segurança e a eficácia não foram avaliadas, por isso é aconselhável não usar.

- Insuficiência cardíaca grave (classe NYHA III-IV) ou pressão alta descontrolada. A retenção de fluidos pode piorar essas patologias.

- Gravidez. Seu uso é contraindicado durante o terceiro trimestre de gravidez, não aconselhando seu uso por longos períodos de tempo nos dois primeiros trimestres.

EFEITOS NA CONDUÇÃO

Pacientes que experimentam tonturas, vertigem, distúrbios visuais ou outros distúrbios do sistema nervoso central enquanto tomam ibuprofeno devem abster-se de dirigir ou operar máquinas. Não são necessárias precauções especiais para tratamentos curtos.

GRAVIDEZ

Segurança animal: Nenhum terato han genic efeitos foram relatados, mas danos fetais são relatados em ocasiões importantes, bem como o envolvimento do parto.

Segurança humana: não há estudos humanos adequados e bem controlados. A inibição da síntese de prostaglandina fetal durante os dois primeiros trimestres gestacionais tem sido associada a um risco aumentado de aborto, malformações cardíacas (até 1,5% a mais que placebo) e gastrosquise. O risco parece ser aumentado com altas doses e tratamentos prolongados.

Por outro lado, o uso crônico durante o terceiro trimestre poderia teoricamente resultar em fechamento prematuro do ducto arterio fetal e disfunção renal fetal em risco de oligohidroamniose. Além disso, devido aos seus efeitos antiplaquelet, o tempo de sangramento pode ser prolongado, com possível envolvimento fetal e riscos no parto. Outro efeito possível que pode ocorrer é a redução e até mesmo o cancelamento da contralução uterina, causando um atraso anormal no parto e um prolongamento não fisiológico da gestação.

Não se sabe se a administração oportuna de um NSAID poderia representar um risco fetal.

O uso de ibuprofeno durante os dois primeiros trimestres de gravidez só é aceito caso não haja alternativas terapêuticas mais seguras, os benefícios superam os riscos potenciais. Se usado, será feito na menor dose possível e pelo menor tempo possível. O uso de um NSAID no terceiro trimestre é contraindicado.

Efeitos sobre a fertilidade: O ibuprofeno pode alterar a fertilidade feminina e não é recomendado em mulheres que estão tentando engravidar. Em mulheres que têm dificuldade em conceber ou submeter-se a pesquisas de fertilidade, deve-se considerar a descontinuação deste medicamento.

FARMACOCINÉTICA

Rota oral, parenteral:

O ibuprofeno ácido é um composto racemico, do qual s(+)-enantiomer possui quase toda a atividade farmacológica. In vivo, quase 70% do R(-)-enantiomer do ácido ibuprofeno torna-se o S(+)-enantiomer, farmacologicamente ativo.

Farmacocinética linear na faixa de dosagem de 200-800 mgs

- Absorção:

TRAJETO

- Tratamento de [DOR] leve a moderada.

INTERAÇÕES

- NSAIDs, incluindo baixas doses de aspirina: o uso simultâneo de mais de um NSAID deve ser evitado pelo risco de efeitos adversos sem aumentar a eficácia terapêutica. Além disso, o ibuprofeno pode reduzir a eficácia antiplaqueira da aspirina quando administrado em conjunto. Se ambas as drogas forem necessárias, é aconselhável distanciar as ingestão (administrar ibuprofeno 8 horas antes ou 30 minutos após a AAS).

- Álcool: a toxicidade pode ser aumentada.

- Aliskiren: possível redução do efeito anti-hidratante de aliskiren (NSAIDs atuam no sistema renin-angiotensin). Em pacientes com função renal comprometida (desidratada ou idosa) a função renal prejudicada (possível insuficiência renal aguda, geralmente reversível) pode ser precipitada. Atenção, especialmente em idosos, o monitoramento do efeito anti-hidratado e da função renal.

- Alimentos: alimentos atrasam Tmax (de ± 2 horas de jejum para ± 3h após tomar alimentos), embora isso não tenha efeito sobre a quantidade absorvida.

- Antibacterianos quinolônicos: há relatos isolados de convulsões que podem ter sido decorrentes do uso concomitante de quinolone e ALGUNS anti-inflamatórios não esteroides.

- Anticoagulantes orais, heparina: possível aumento do efeito anticoagulante, com risco de sangramento. Recomenda-se verificações periódicas das taxas de coagulação.

- Sulfonias antidiabéticas (cloropropamida, glibenclamida, tolbutamida): possível aumento dos efeitos hipoglicaêmicos, reduzindo a excreção renal.

- Antidepressivos SSRS (fluoxetina, paroxetina, sertralina, citalopram): possível aumento do risco de sangramento em geral, e gastrointestinal em particular, especialmente em idosos e pacientes com histórico de hemorragia digestiva.

- Antihipertensivos (IECA, Beta-bloqueadores): possível redução do efeito anti-hiperpertensivo.

- Bisfosfonatos orais (ácido alendrônico): possível risco aumentado de esofagite e úlcera gástrica. Casos descritos com naproxen e alendronato.

- Ciclosporina: o efeito de NSAIDs em prostaglandinas renais pode aumentar a nefrotoxicidade da ciclosporina.

- Agentes antiplaquelinos, incluindo pentoximphina: há um risco aumentado de sangramento em geral, e gastrointestinal em particular. Administre com cautela.

- Corticosteroides: possível aumento na incidência de desconforto gástrico. No entanto, o uso simultâneo com glicocorticoides no tratamento da osteoartrite pode proporcionar um benefício terapêutico adicional e reduzir a dosagem glicorticóide.

- Digital (digoxina): possível aumento nas concentrações plasmáticas dos digitalis (em recém-nascidos). Há também o risco de piora da insuficiência cardíaca e redução da função renal.

- Diuréticos (tiazidas, diuréticos de teto alto): risco de redução do efeito natriurético e diurético. Pode reduzir a ação anti-hipertensiva dos diuréticos de tiazida.

- Diuréticos que economizam potássio e antagonistas da aldosterona: possível aumento no risco de hiperkalaemia. Recomenda-se o monitoramento frequente dos níveis de potássio sérico.

- Glitazones (pioglitazone, rosiglitazone): risco teórico de empoderamento de edema que tanto glitazones quanto NSAIDs podem causar. Cuidado e monitore possíveis sinais de retenção de líquidos e insuficiência cardíaca (tornozelos inchados, dispnoea).

- Hidlozina: possível diminuição do efeito hipotenso.

- Iloprost: possível aumento no risco de sangramento.

- Lítio, sais: possível aumento da toxicidade do lítio devido à redução de sua eliminação.

- Metrotexato (administrado em doses de 15 mg/semana ou superior): possível aumento nos níveis plasmásis de metotrexato, sob risco de toxicidade, às vezes muito grave. A gravidade depende muito das doses de metotrexato utilizadas. O risco de interação é reduzido com baixas doses de metotrexato, como as utilizadas em psoríase e artrite reumatoide.

- Mifepristone: Drogas anti-inflamatórias não esteroides não devem ser administradas dentro de 8-12 dias após a administração de mifepristone, pois estes podem reduzir os efeitos da mifepristone.

- Paracetamol: o uso simultâneo e prolongado de acetaminofeno e NSAIDs pode causar um risco aumentado de efeitos renais adversos.

- Pentoxiphline: Em pacientes que recebem tratamento de ibuprofeno em combinação com pentoximphina pode aumentar o risco de sangramento, por isso recomenda-se monitorar o tempo de sangramento.

- Suplementos de potássio: possível aumento nos níveis de potássio, com risco de hipercalemia.

- Ticlopidina: possível aumento no risco de sangramento.

- Zidovudine: Possível alteração de regócitos, anemia grave aparecendo uma semana após o início da administração da NSAID. Os valores hemáticos devem ser monitorados, especialmente no início do tratamento.

ENFERMAGEM

Após a ingestão de 400 mg de ibuprofeno, não foram detectadas concentrações detectáveis han no leite materno, com um limite de detecção de 0,5-1 mcg/ml. No entanto, os fabricantes aconselham a não usá-lo durante a lactação, devido ao risco de inibir a ciclooxigenase no bebê.

CRIANÇAS

A segurança e a eficácia em crianças menores de 3 meses não han estabelecidas, portanto seu uso não é recomendado. O ibuprofeno não deve ser automedicado a crianças menores de 12 anos.

REGRAS PARA A ADMINISTRAÇÃO ADEQUADA

Administração de alimentos :administrado junto com os alimentos.

DOSAGEM

- Adultos: 200 mg/4-6 h. Se necessário, aumente para 400 mg/6-8 h. Dose máxima 1.200 mg/24 h.
- Crianças e adolescentes < 18 anos:
* Adolescentes a partir de 12 anos: 200 mg/4-6 h. Dose máxima 1.200 mg/24 h.
* Crianças de 8 a 12 anos: 200 mg/6-8 h. Dose máxima 800 mg/24 h.
* Crianças < 8 anos: use apresentações adaptadas a essa idade.
- Idosos: pode exigir uma diminuição da dose.
Administração de alimentos :administrado junto com os alimentos.
Duração do tratamento: consulte o médico e/ou farmacêutico em caso de piora dos sintomas ou persistência por mais de 5 dias (dor) ou 3 dias (febre).
Esquecendo as doses: administre a próxima dose no horário habitual. Não dobre a próxima dose.

POSOLOGIA EM INSUFICIÊNCIA HEPÁTICA

- Comprometimento hepático leve a moderado (Criança-Pugh classes A e B): use com cautela na menor dose possível.

- Deficiência hepática grave (Criança-Pugh classe C): contraindicada.

POSOLOGIA EM INSUFICIÊNCIA RENAL

- Comprometimento renal leve a moderado (CLcr 30-90 ml/min): use com cautela na menor dose possível.

- Comprometimento renal grave (CLcr < 30 ml/min): contraindicado.

PRECAUÇÕES

- [INSUFICIÊNCIA RENAL]. O ibuprofeno é removido pela urina, então em caso de acúmulo de insuficiência renal pode ocorrer, com risco de envenenamento. Além disso, pode levar a uma diminuição do fluxo sanguíneo renal com insuficiência renal aguda reversível devido à inibição da síntese de prostaglandina vasodilatadora, e han casos de síndrome nefrótica e nefrite intersticuária aguda com tratamentos prolongados são relatados. Em pacientes com comprometimento leve a moderado (CLcr entre 30-90 ml/min) recomenda-se iniciar o tratamento em uma dose menor do que pacientes com funcionalidade renal normal, monitorando cuidadosamente o paciente. O uso em insuficiência grave (CLcr < 30 ml/min) é contraindicado (ver Contraindicações).

- [INSUFICIÊNCIA HEPÁTICA]. Devido ao seu metabolismo hepático, o acúmulo e o envenenamento podem ocorrer em caso de comprometimento hepático. Em pacientes com comprometimento leve a moderado (Criança-Pugh classe A ou B) recomenda-se iniciar o tratamento em uma dose menor do que pacientes com função hepática normal, monitorando cuidadosamente o paciente. O uso em insuficiência grave (Child-Pugh Classe C) é contraindicado (ver Contraindicações).

- História da úlcera péptica. O uso de um NSAID, incluindo ibuprofeno, resultou em tabelas de úlceras gastroduodenais, bem como sangramento e casos de perfuração que podem ser fatais. O risco de ulceração é aumentado em tratamentos em altas doses ou por longos períodos de tempo, pacientes com histórico de úlcera péptica, especialmente se já tiveram sangramento ou perfuração gastrointestinal, bem como em idosos.

Como regra geral, é aconselhável administrar quaisquer NSAIDs com alimentos, para reduzir os danos gástricos. Além disso, em grupos de risco é aconselhável iniciar o tratamento com a dose mínima possível, e associar sempre que possível uma droga anti-histamína (anti-histamínicos H2 ou inibidores da bomba).

Esses pacientes, bem como aqueles que recebem medicamentos que possam promover sangramento, como anticoagulantes orais ou agentes antiplaquelet, devem ser monitorados de perto.

Se ocorrerem sintomas de úlcera ativa ou sangramento digestivo, o tratamento será interrompido. Da mesma forma, o tratamento de ibuprofeno não deve ser iniciado em pessoas com úlcera péptica ativa (ver Contraindicações).

- [DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL]. Os NSAIDs podem precipitar convulsões sintomáticas de doenças como a doença de Crohn ou colite ulcerativa, por isso é aconselhável usá-la com cautela, e evitar seu uso em caso de doenças ativas (ver Contraindicações).

- Efeitos cardiovasculares. Os NSAIDs podem resultar na retenção de fluidos (especialmente com uso prolongado), devido à inibição da síntese de prostaglandina vasodilatante, o que pode resultar no aparecimento ou agravamento de [HIPERTENSÃO ARTERIAL], especialmente nos casos em que o tratamento prévio não existe, ou quando a doença não foi capaz de controlar a doença.

Por outro lado, a administração de altas doses de ibuprofeno (A/> 2.400 mg/24 h) tem sido associada ao aumento do risco de trombose arterial, semelhante ao de inibidores específicos de COX-2 em doses terapêuticas. Portanto, recomenda-se evitar o uso dessas doses em pacientes com insuficiência cardíaca moderada a grave (NYHA ClassES II-IV), [ISqueMICA CARDIOPATIA], [ARTERIOPATIA PERIFERICA], [ICTUS] ou [ISQUEMIA CEREBRAL].

Antes de iniciar o tratamento a longo prazo com ibuprofeno, e especialmente se forem necessárias altas doses, seria aconselhável avaliar outros fatores de risco cardiovasculares, como [DISLIPEMIA], [DIABETES] ou [TABAQUISMO].

O uso de doses reduzidas de ibuprofeno (1.200 mg/24 h) e por um período limitado de tempo não parece apresentar os mesmos riscos cardiovasculares. Portanto, como acontece com outros NSAIDs, a recomendação geral seria usá-la na dose mínima para controlar os sintomas e pelo menor período de tempo possível.

- Reações de pele. O uso de NSAIDs tem causado reações adversas muito raras, mas com risco de vida, como dermatite exfoliativa, necrolise epidérmica tóxica ou síndrome de Stevens-Johnson. Essas reações adversas geralmente são precoces no primeiro mês de tratamento. Se forem encontrados sintomas de hipersensibilidade, lesões mucosas ou eritema da pele, o tratamento será interrompido.

- Crônica [ASMA]. Nesses pacientes, reações de hipersensibilidade com broncoespasmo são especialmente comuns, por isso são recomendadas precauções extremas. Se for observado o agravamento da função respiratória, o tratamento será interrompido.

- [MENINGITE ASEPTICA]. Raras han meningite asséptica tem sido relatada em pacientes tratados com NSAIDs, provavelmente devido a uma reação de hipersensibilidade, embora nenhuma alergia cruzada tenha sido encontrada entre os NSAIDs. Tem sido mais comum em pacientes com [LUPUS ERITEMATOSO SISTEMICO] e outros [COLAGENOSIS], embora também tenha sido relatado em alguns pacientes que não tinham essas patologias. Em pacientes tratados com NSAIDs que desenvolvem sintomas de meningite, deve-se considerar a possibilidade de meningite asséptica.

- A ibuprofena é contraindicada em caso de infecção ou suspeita de infecção em crianças precoces.

PRECAUÇÕES RELACIONADAS COM EXCIPIENTES

Este medicamento contém lactose. Pacientes com hereditário ou gactose [INTOLERÂNCIA LACTOSE], insuficiência de lactase lapp ou glicose ou má absorção de galctose não devem tomar este medicamento.

REAÇÕES ADVERSAS

Reações adversas são mais comuns em doses de 3200 mg/dia.

- Gastrointestinal: (>10%): [DISPEPSIA], [DIARREA]. (1-10%): [NÁUSEAS], [VOMITOS], [DOR ABDOMINAL]. (0,1-1%): [HEMORRAGIA GASTROINTESTINAL], [ÚLCERA GÁSTRICA], [ÚLCERA DUODENAL], [FERIDAS DE CANKER ORAL]. (<0,1%): [PERFURAÇÃO INTESTINAL], [FLATULÊNCIA], [STRESS], [ESOFAGITIS], [OBSTRUÇÃO ESOFAGICAL], exacerbação de doença diverticular, colite hemorrágica não específica, [COLITE ULCERATIVA] ou [DOENÇA DE CROHN], [MELENA]. Se ocorrer hemorragia gastrointestinal, pode causar anemia e [HEMATEMESIS].

- Dermatológica/Hipersensibilidade: (1-10%): [ERUPÇÕES EXANTEMÁTICAS]. (0,1-1%): [URTICÁRIA], [PRURITO], [PURPURA] (incluindo roxo alérgico), [ANGIOEDEMA], [RINITIS], [ESPASMO BRONQUIAL]. (<0,1%): [ANAFILAXIA]. (<0,01%): [ERYTHEMA MULTIFORME], [NECROLISIS EPIDERMICAS TÓXICAS], lúpus eritematoso sistêmico, [ALOPECIA], [REAÇÕES DE FOTOSENSITIVIDADE], reações graves da pele, como [SÍNDROME DE STEVENS-JOHNSON], [NECROPSE EPIDÉRMICA TÓXICA] (Síndrome de Lyell) e alérgica [VASCULITE] ; frequência desconhecida [VESTIDO DO SINDROME] (que pode incluir erupção cutânea, inflamação dos linfonodos e [EOSINOFILIA]) e pustulose exanmática generalizada (PEGA).

Na maioria dos casos em que [MENINGITE ASEPTICA] foi relatada com ibuprofeno, o paciente sofria de alguma forma de doença autoimune (como lúpus eritematoso sistêmico ou outras doenças de colágeno) que era um fator de risco. Manifesta-se por dor de cabeça severa, náusea, vômito, febre, pescoço duro e alguma obnubilação, possivelmente devido a uma reação de hipersensibilidade. Observou-se aumento da síntese intratecal do IgG, com a presença de imunocomplejos no fluido cefalorraquidiano.

Reações anafiláticas ou anafilados normalmente ocorrem em pacientes com histórico de hipersensibilidade à aspirina e outras drogas anti-inflamatórias não esteroides. Isso também pode acontecer em pacientes que han anteriormente mostraram hipersensibilidade a essas drogas.

Em caso de reação de hipersensibilidade generalizada grave, pode ocorrer inchaço da face, língua e laringe, broncoespasmo, asma, taquicardia, hipotensão e choque.

- Sistema nervoso central: (1-10%): [ASTENIA], [SOMNOLENCIA], [CEFALEA], [MAREO], [VERTIGO]. (0,1-1%): [INSÔNIA], [ANSIEDADE]. (<0,1%): [PSICOSIS], [NERVIOSISMO], [IRRITABILIDADE], [DEPRESION], [CONFUSÃO] ou reação de desorientação.

- Haematológico: Pode prolongar o tempo de sangramento. Os raros casos observados de distúrbios hematológicos correspondem a [TROMBOCITOPENIA], [LEUCOPENIA], [GRANULOCITOPENIA], [PANCITOPENIA], [AGRANULOCITOSIS], [APLASICA ANAEMIA], [ANEMIA HEMOLITIC].

- Cardiovascular: Parece haver maior predisposição por parte dos pacientes com hipertensão ou distúrbios renais para sofrer [EDEMA]. [HIPERTENSÃO ARTERIAL] ou [INSUFICIÊNCIA CARDÍACA] (especialmente em pacientes idosos) podem ocorrer.

- RENAL: [AUMENTO DE NITROGÊNIO UREICO] e [AUMENTO DA CREATININA SERICA]. Em casos excepcionais, a NSA pode ser responsável por [insuficiência renal aguda], [NEFRITE INTERSTITIAL], [GLOMERULONEFRITIS], [RENAL MEDULAR NECROSIS] ou [NEFRÓTICA SINDROME], [PROTEINÚRIA], [HIPERPOTASEMIA], [HIPOPOTASEMIA] e edema. Tem sido observado em pacientes suscetíveis tomando altas doses de NSAIDs por longos períodos de tempo. São pacientes em risco que têm comprometimento cardíaco, renal ou hepático, ascites, hiperreninemia, hiperaldosteronemia, choque, sepse, lúpus eritematoso sistêmico, desidratação, aqueles tratados com IECA ou diuréticos e idosos.

- Hepática: Em casos raros han observado [AUMENTO DE TRANSMINASES], [HEPATITE] e [ICTERICIA].

- Otológico: Raramente, [ZUMBIDO].

- Oftalmológica: Reações ópticas han como [VISION BORROSA], diminuição da acuidade visual ou alterações na percepção de cores ([DISCROMATOPSIA]) são muito raramente observadas após a administração de ibuprofeno, que eles se referem espontaneamente. Casos isolados de tóxico reversível [AMBLIOPIA].

- Inflamações associadas a infecções podem ser agravadas em casos muito raros.

REAÇÕES ADVERSAS RELACIONADAS AOS EXCIPIENTES

- Este medicamento contém lactose, que pode apresentar proteínas do leite. Pode causar [REAÇÕES HIPERSENSIBILIDADE] em pessoas com alergia à proteína do leite de uma vaca.

OVERDOSE

Sintomas: O ibuprofeno pode resultar em efeitos tóxicos de doses de 80-100 mg/kg, com sintomas aparecendo em cerca de 4 horas. Em caso de sintomas leves de overdose, como dor abdominal, náuseas e vômitos, dor de cabeça, sonolência, letargia, nistagmo, zumbido e ataxia podem ocorrer. Sintomas mais graves raramente aparecem, embora hemorragia digestiva, hipotensão, hipotermia, acidose metabólica, convulsões, insuficiência renal, coma, dificuldade respiratória adulta e apneia transitória possam ocorrer em crianças após a ingestão de grandes quantidades.

Tratamento: Não há antídoto específico.

Em caso de overdose leve, por dose de até 50 mg/kg, o que não é esperado para resultar em envenenamento sintomático, a água será administrada para mitigar possíveis reações gastrointestinais.

Em caso de grande overdose, e se menos de uma hora tiver transcorrido, a eliminação de ibuprofeno não absorvido por administração de carbono ativo e emese forçada deve ser incentivada. A emese forçada é contraindicada em crianças que ingeriram mais de 400 mg/kg devido ao risco de convulsões e pneumonia aspirativa. Lavage gástrica só é recomendado para overdoses que podem ser potencialmente fatais.

Se mais de uma hora de overdose tiver passado, o tratamento sintomático será instituído, especialmente diante de hipotensão, sangramento digestivo e acidose metabólica. Diurese forçada pode ser tentada com alcalinização de urina.

Devido à sua alta ligação de proteína plasmática, não se espera que o ibuprofeno seja eliminado por hemodiálise.

Drogas
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tratamento
Dor
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dor de cabeça
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